Ata referente ao dia 16 de junho de 2012.
Variação pequeníssima do universo em expansão, devemos analisar nesta tese as implicações contingentes da entrada das cadeiras (E aqui cito Schilling, “
as disposições não ferem o caos, apenas o reordena”) com os agentes em atual estado de partilha (contistas) que, imbuídos de indesejados meios em celuloides e copiados para um fim, se notabilizam pela expansão do teor narrativo através de um modus operandi chamado ar versus barulho, com clara desvantagem do último.
É preciso citar, no entanto, que a presença de uma força integradora gera o grupo
“
como um dínamo não-previsto, onde a raiva de existir pode virar matéria factual e necessária aos mecanismos líricos (Menezes, Laudelino, p. 235)”
De outro modo, a presença de uma autora como Gabryelle justifica, em fartos exemplos, este caráter aglutinador do grupo. Ou, como na definição cartaxiana de teatro da inclusão, “
num tem o que discutir, entrou, tá dentro”. (sic)
As referidas normas de conduta – ou na verdade, só uma, de cara inchada, pode ser balizada por n fatores, n exemplos:
a) Contos podem ser lidos, mas jamais encenados por pandas;
b) Contos são inflamáveis, portanto, não faremos reuniões em paiol ou barracas de fogos;
c) Contos não existem sem contistas.
Em resumo, uma reunião que decida, por quase voto unânime, o tema TÚNEL, não pode ser de todo relegada a uma teoria behaviorista de bolso. O comportamento é explicitamente reelaborado para um momento posterior, traduzido ou não, numa forma marcadamente moderada, como no exemplo da chamada ata, e que segundo o filósofo franco-atirador, Michel Teló, diz em tom universalista “
Nossa, nossa, assim você me ata / ai se eu te cito, ai ai, se eu te cito”.
AGUIAR, André Conto e Sociedade em Prol de Clubes ou O Shopping não é Aqui, Idiota! – João Pessoa, 2012, p. 13.