quinta-feira, 10 de abril de 2014

dançATA

Ata referente ao dia 5 de abril de 2014.


Resolvi tirar O Clube do Conto pra dançar. Saí procurando os contos. Eu tinha levado um morto, que mal ficava em pé. E que também não queria deixar seu belo anjo sozinho. Olhei para a menina de Joedson - que a mulher dele não saiba!-; a menina só gostava de mordida de morcego e só dançava na cama. Sandro levou um conto pela metade que, envergonhado, escondeu-se na mochila. As duas Suênias... Uma foi procurar inspiração lá no Cineport; a outra no açaí. Lembrei-me de Regina, mas esta tinha ido ao Sabadinho e só levou os calos. Ah! Ainda tinha Sérgio que aos goles no seu caldo de cana, só dançava com a língua. Quando ia voltando pra casa, apareceu aquele conto escondido, suando em bicas, todo molhado – de suor é claro! – e me perguntou: “ Aceita uma contradança”?

Norma Alves

domingo, 30 de março de 2014

ATARADO

Ata referente ao dia 29 de março de 2014.

registro da reunião.

e mais uma vez pornografia por causa
de Betomenezes e seu crentinismo
entanto ficou só em erotismo
o próximo tema que poremos asas

pois amenizaram o polêmico sismo
se vale ainda ou não mandar brasa
no papel com todas as letronas rasas
do sexo ou usar só higiênico lirismo

ademais deu foi gente mas não no fuleco
e sim no bom sentido que por falta de texto
só cito os que contaram Joedson atirou seco

e André choveu no chavão do soneto
mas também do sábado anterior um eco
proseou um fecho ou foi apenas feto?

Joedson Adriano

quarta-feira, 5 de março de 2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ata da responsabilidade

Ata referente ao dia 8 de fevereiro de 2014.
Registro fotográfico da reunião.
Isabel estava impaciente com a ausência dos membros do Clube. Valéria explicava que há 10 anos as coisas são assim, que os membros são boêmios e pouco preocupados com horários. Sandro chegou sugerindo que 2014 fosse Ano de Portugal no Clube do Conto e acha que dá livro. André Ricardo veio logo em seguida concordando que Portugal dá livro, sim, mas esse não seria o primeiro. A Bagagem Lírica de André é prova. Vivi(ana, que fiquei claro!) trouxe Luciana e sentou-se conosco. Regina foi quem acendeu a fogueira primitiva. Fez-se fogo e a fumaça atraiu os outros contistas. Sérgio, uma Suênia, Romarta, Norma, mais uma Suênia e sua pequena Sofia. Cartaxo trouxe begônias, cravos e rosas.

Decidimos que a partir de agora cada membro do Clube se torna eternamente responsável pelas ideias que dá. Daqui a duas semanas Sandro começará o programa de dissecação de Contos escritos por não participantes do Clube. Valéria organizará um sarau luso do qual, com sorte, sairemos todos vivos e não apenas um de nós. O Cágado terá que esperar passar a comemoração de 10 anos, que deve acontecer no dia 14/06. Na próxima reunião não haverá ninguém, pois o tema é "mundo sem gente".

Bonifácio Segundo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ilusão de ata

Ata referente ao dia 18 de janeiro de 2013.


Uma ata pode ser uma ilusão de ótica. pode estar aqui ou não. Como pode ser também aquele exercício temeroso que o sedentário vai tentar. Pode ser também uma falta de assunto, tema muito caro ontem, ou visitas inesperadas. Uma ata pode ser a memória dos que não foram. Ou a presença dos que já estavam por lá. Uma ata pode ser engolida, pode render fuzuês e quiproquós. Uma ata pode ser meramente um registro carimbado, aqui estivemos, e o referido é verdade e dou fé.

Reuniram-se na Toka do Pastel os mambembes do clube do conto, que é misto de circo e folia. Sérgio, Sandro, Bonifácio, Joedson, Valéria, Romarta, Suênia I e II, Norma, Valéria e as convidadas Alessandra e Tatiana. (Se faltar alguém, identifique-se e perdoe a falha memória de quem faz a ata...) Discutimos, além da leitura dos contos, a participação do Clube na Flicabedelo, em março, e inauguramos o novo local, com banner e tudo. Foram lidos contos fora do tema, e sem papel, com as tecnologias à mão. 

O tema escolhido para a próxima semana é "Morreu na praia", mas outros temas foram bem recebidos, como quiproquó - não lembro dos outros...

E assim, quem quiser que conte outra...

André Ricardo Aguiar