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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ata(R)

Ata referente ao dia 5 de setembro de 2009.

Romarta e Rosilda
EmeRson
RobeRto
Antonio MaRiano
AlfRedo
Luciana SilveiRa
AndRé R. AguiaR
AndRé Dias
Vivi Rezende
ValéRia Rezende (via TwitteR)
Laudelino, que fez um chuRrasco dia desses...

Reunião rápida e recorrente, o ramerrão rendeu reiteradas risadas, rútilas, rasteiras. Rumamos ao repasto: reunimos com rondas raramente restritas ao reino da rescritura renovada. Rendemos rápidos rascunhos e refutamos riscos de reaparecer roucos ou ralos. Rimos, rugimos, refletimos, redescobrimos. Reiteramos renovada reunião com rumor de rumos: reparem:

FotogRafa-se!

AndRé AguiaR

***

Adendo: Esta foi a primeira reunião do Clube do Conto com transmissão ao vivo via Twitter, o Twitteiro oficial foi Beto Menezes. Transcrevo os principais lances ditos:
  • Reunião prestes a começar... ou começou? Três integrantes pedem uma cerveja... Skol, antartica, boemia?
  • Tema de hoje: Equilibrista
  • Ata em tempo real: Chegaram Beto, Luciana, Laudelino, Alfredo, Mariano e André Dias... nessa ordem. André Aguiar está vindo de busão.
  • André Aguiar e Emerson chegam... Laudelino lê o seu conto.
  • Romarta e Rosilda chegam transversais. Laudelino segue pro jogo... os contos do tema vão começar a ser lido.
  • Conto de Romarta: Mirna, a menina de rua. Estréia no Clube do Conto.
  • Conto de Luciana Silveira: O equilibrista. Profissional de yoga falando de equilíbrio, como será?
  • Conto de Beto Menezes: O equilibrista de dezenove dedos: O espetáculo do Crescimento. Título de enredo de escola de samba.
  • Conto de Alfredo Albuquerque: O desequilibrista. Ele coloca o primeiro...
  • Resumo do conto de Alfredo: O equilíbrista quer quase perder a guerra pois essa é a essência do risco.
  • Conto de Emerson Cunha: À beira de um equilíbrio. Politicamente correto trouxe o conto impresso em um papel rascunho.
  • Esgotaram-se os contos. Conversaria diversa.
  • Temas em votação: Fotografa-se, R, Picardia, Aliás, Manchete do Já.
  • E o grande vencedor... é ... é ... Fotografa-se.
  • A reunião termina... continue seguindo... [o Twitter do Clube]
Será que no próximo sábado teremos mais uma transmissão ao vivo? Será?!

Laudelino

Figura retirada de http://mobmg.photobucket.com/albums/v691/GrimmyDee/Blog%20Pics/LetterR.jpg?t=1242302645

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tabela dos contos cruzados

Na época em que o Clube do Conto se reunia no quintal do Shopping Sul (meados de 2006), tivemos a ideia de fazer um conto a várias mãos, onde cada participante iria escrever um parágrafo da trama. A princípio deveria ser apenas um único conto, mas a turma foi ficando impaciente e cada um queria iniciar um conto. Dessa agonia para escrever, mais doze contos foram criados e foi dose organizar a sequência em que cada participante iria escrever cada parágrafo dos 13 contos coletivos.



Barreto, dinâmico, metódico e organizado como era, criou uma tabela intitulada TABELA DOS CONTOS COLETIVOS, tinha prazo de entrega e tudo, mas não contava com os relapsos de cada participante. Um participante faltava com sua obrigação, ou não comparecia a reunião, e o conto ficava sem um parágrafo, então outra pessoa substituia; o faltoso entregava o parágrafo do conto depois, com isso tinham 2 terceiros parágrafos de um conto, a história já ia se ramificando em duas; outra pessoa gostava da ideia de ramificação e dava continuidade ao terceiro parágrafo B, outro continuava a partir do terceiro parágrafo A. Enfim, a TABELA DOS CONTOS COLETIVOS, que chegou pra arrumar, estava toda desarrumada e uma ruma de vozes gritantes se entrecortavam tentando pôr ordem na casa.

No final das contas, apenas um conto foi concluido, o qual foi iniciado por M.ª Valéria Rezende, e encerrado por Ronaldo Monte.

Laudelino

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ata às pressas de um encontro histórico

O Clube do Conto, grupo tão antigo quando a lenda da fundação dos Bancários, esteve ontem reunido nas imediações da Praça da Paz para um momento ímpar. Para quem acompanhou a odisséia, depois de quase setecentos contos, incontáveis encontros, busca de lugares os mais estranhos e acessíveis, idas e vindas de companheiros de caravaba e paragem, ontem, sábado, às 17 h e mais um tanto, recebemos através da equipe da Funjope, nas figuras de Petra, Déa, Alexandre Macedo e de Walter Galvão a tão esperada antologia Histórias de Sábado.


capa da antologia

Na primeira parte do nosso encontro, mesas postas e alguma luz natural, começamos os trabalhos ficcionais com a presença dos personagens que fazem o Clube: Valéria e Isabel, o filho pródigo Raoni (e a namorada Tamires), Dora, Carlos Cartaxo e Débora, Alfredo e sua mineirice, Barreto, Valéria, André I, Laudelino e o fotógrafo Adriano. Na mesa, além de alguns exemplares da antologia, um bolo encomendado de perfeita simetria e gulodice (olhares atentos tanto nos contos quanto na iguaria), contos sobre coveiro e convidados – Clarilene ou Clara, sua mãe e um amigo.O tema escolhido, no final, foi duplo: ou livro ou lenda (embora Dorinha tenha dito livro lendário).

Em breve consideração, Walter Galvão mostrou-se interessado em manter um diálogo com as manifestações artísticas e a Funjope, e em particular com o Clube do Conto, no tocante às possibilidades de interação com a comunidade e com os projetos que aí poderiam se encaixar. Também foi salientado um encaminhamento para o lançamento da antologia, com a possibilidade do Clube vir a lançar em março na Estação Ciência – ou talvez no Sagarana. Também me prontifiquei a estar em contato com a Funjope, fazendo a ligação entre o grupo e a atual gestão, no interesse de ambos. Nesse ínterim, buscamos os livros e fizemos a divisão acertada entre os autores – embora alguns ausentes receberão assim que for possível. O Clube do Conto se despediu de mais um sábado ciente de que fizemos história e de que somos um grupo com estilo único. A prova disso está no trânsito constante de novos integrantes, visitantes e nas possibilidades mais profícuas do ato de contar história, seja num banco de praça, no batente de um shopping, numa biblioteca ou de bar em bar. A ata está sujeita a acréscimos de quem quiser dar o bom pitaco. Aguardemos.

André

domingo, 4 de janeiro de 2009

O que teria acontecido em 2008 no Clube do Conto?

Numa avaliação muito rápida, vejo que houve um monte de mudanças qualitativas, apesar da crise e da antologia que não saiu. Ganhamos o espaço da Biblioteca do SESI na Praça da Paz. É um espaço relativamente tranqüilo, favorável à concentração nas leituras e comentários de textos, ao mesmo tempo propício à descontração nos momentos de brincadeiras e de falar mal da vida alheia, que ninguém é de ferro. Conquistamos aliados no novo espaço de reuniões. O pessoal administrativo nos acolhe, às vezes temos cafezinho, às vezes água de coco, sempre temos o sorriso simpático das moças que dispõem a sala para nós. Penso que devíamos ser mais gratos, mais atenciosos a Jadercy, chefe do pessoal administrativo que todo sábado está sempre abrindo as portas para nós. Raramente, ficamos “na rua”.

2008 também trouxe pessoas novatas, abertas a mudanças, pessoas que desejam experimentar a leitura coletiva, outras querendo experimentar o gosto de fazer conto, outras por mera e saudável curiosidade. Dentre outras pessoas, Roberta Vanessa, Beto Menezes, Alfredo e Raquel, Rayssa e Simão, Kézia, Laiza Felix, Amanda K, Ramon Limeira chegaram, gostaram da experiência, algumas delas repetiram a dose, outras terminaram ficando. Escutaram, escreveram, leram, interagiram. Enfim, disseram a que vieram. Que sejam todos e todas muito bem vindas.

A própria sistemática das reuniões evoluiu ao longo de 2008. Depois de uns anos de permanência na simples leitura de textos, verifica-se que hoje há espaços para revisões, sugestões, opiniões sobre construção de personagens, sobre linguagens, enfim. Percebo que, a cada semana que passa, o Clube do Conto assume seu caráter de oficina literária. Vejo isso como um salto qualitativo, uma salutar tentativa de sair da mesmice. Encaro também como exercício de humildade. Há pouco tempo, meses atrás, percebia-se certo mal-estar quando alguém sugeria mudanças na construção de um texto, alteração na colocação de tal ou qual frase. Isso aconteceu, por exemplo, comigo. Por conta disso, arranjei alguma antipatia difícil de superar até hoje. Mas agora, com o amadurecimento e com o andar da carruagem, sou grata aos que, mesmo enfrentando meu mau humor freqüente, tentaram e persistiram em me corrigir, me revisar, dizer que tal ou qual texto meu está ruinzinho, etc. As opiniões, de uns tempos para cá, são bem vindas, desde que pertinentes.

Que mais dizer?

É preciso que se diga também que nem tudo que está no plano ideal pode ser transposto para a realidade. Algumas pessoas, por exemplo, estiveram com a gente uma ou duas vezes e nunca mais voltaram. Até mesmo algumas pessoas veteranas sumiram simplesmente na poeira da estrada. Faz parte. Uma coisa boa do Clube do Conto é que não há cobranças, ninguém abre inquérito para investigar porque Fulano ou Sicrano deixou de comparecer. Ninguém vai pagar multa. Lamenta-se apenas, mas a vida continua, o barco navega, apesar das intempéries.

Em 2008, alguns de nossos companheiros mereceram destaque, inclusive receberam prêmios fora da Paraíba, como é o caso de Geraldo Maciel, o célebre Edward Barreto G. Robinson. É o caso também de Valéria Rezende. “O vôo da guará vermelha” cada vez mais rufla as asas para mais longe. Recentemente, saiu uma edição portuguesa, por sinal muito bonita.

2009 chegou. Já se vislumbram sinais de que está acabando o período de recesso. Sugiro mais uma vez que a próxima reunião aconteça no quiosque em frente à biblioteca do SESI, no próximo sábado, já que a Biblioteca reabrirá as portas somente a partir do começo de fevereiro. Na minha sugestão, o tema é livre.

Essa semana devo fazer novo levantamento de quantos contos já produzimos nesses quatro anos e meio de existência. Desconfio que atingimos a marca dos 500. Ou então chegamos perto disso. Aguardemos.

Termino aqui minha avaliação sobre o Clube do Conto/2008. Se ficou alguma lacuna e se alguém quiser preencher, sinta-se à vontade.

Que muitas prosas aconteçam em 2009. É uma das coisas que desejo para todas e todos.

Dôra Limeira

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Nos tempos da escatologia...

Esta história que agora vou contar é verídica. Antigamente, costumava-se ornamentar a mesa de reuniões do Clube do Conto com adereços alusivos ao tema do momento. Por exemplo, no sábado em que o tema foi “escatológico”, o adereço ficou bem no meio da mesa. Era um penico grande de alumínio. Dentro do penico, havia um bolo inglês com cobertura de chocolate e uns pedaços de papel higiênico sujos de chocolate. O penico, o bolo, o chocolate e o papel higiênico, tudo desarrumado dentro do penico, davam a impressão de que alguém tinha defecado ali e tinha se limpado. Em meio à risadagem geral, os contos foram lidos, comentados. Os enredos se diversificaram, falando sobre defuntos fedorentos, esfaqueamentos em via pública e outras porcarias. Na hora do lanchinho, houve quem não quisesse comer daquele bolo coberto de chocolate. Que besteira. Quem não comeu, não sabe o que perdeu. A responsável pela foto que vocês estão vendo foi Dira, que naquele tempo era bem assídua.
Dôra Limeira