segunda-feira, 3 de abril de 2006

Deu no Globo!




Todos os sábados, em meio a xícaras de cafés, cinzeiros, pedaços de bolos e folhas de papel espalhadas sobre a mesa, eles se reúnem no shopping, num cantinho onde muitas histórias são contadas e ouvidas.Ao entardecer, começa o encontro, com leitura em voz alta dos textos. Um tema é previamente proposto para o debate literário, mas, na hora, o improviso é o convidado. Assim, quem passa pelo local vê o Clube do Conto em plena atividade. O grupo resulta da “vontade de estar junto e de fazer literatura”, diz Maria Valéria Rezende, autora de “O vôo da guará vermelha”e integrante deste ritual que se realiza em João Pessoa desde 2004. Tudo começou pela internet. O poeta paraibano Antonio Mariano Lima formou uma corrente literária. Um convidado chamava outro, e logo a lista de discussão cresceu. Gente disposta a trocar e-mails, idéias e contos. A efervescência gerou a vontade de transformar aqueles papos em encontros reais.A gênese do clube demonstra o caráter descontraído do grupo e o empenho dos participantes. Os escritores já organizaram duas antologias de contistas paraibanos e publicaram quatro folhetos, as chamadas “Atas do clube do conto”. E fervem os projetos futuros, como lançamentos, cooperativa e oficinas populares. Mas não é preciso ser escritor para participar do grupo. Afinal, é um clube do conto, e não de contistas.— O clube não tem líder, nem mestre, nem estatuto ou regimento, nem pauta —diz Maria Valéria. (Cristina Zarur)

3 comentários:

Clubedoconto disse...

Estamos inaugurando o espaço. Sorte nossa e um caminho bem fornido de idéias, palavras e ações!

BARRETO disse...

Drezim,

É bom passar as instruções direitinho ou eu não vou conseguir usar isto. Valéria eRona já estão metidos. Como são modernos, eles!
Barreto

Dira disse...

YES!!! E vamos nós...