domingo, 11 de novembro de 2012
FALTA DE UM ATA DE OUTRO
Ata referente ao dia 10 de novembro de 2012.
os sonhos são vida e a vida imprecisa
carece de arte e assim contamos
Sérgio arrombando um cofre desumano
humanamente prosaico e prolixo se analisa
Norma arrombando um cofre humano
desumanamente poética e precisa não alisa
Gabryelle preciso me concentrar na missa
e acho um coração partido no fim do ano
Eu de mendigo à média à monarca quero
ser coroado como Calderón de La barca
Gilmar nordestinado a não impresso lasca
protesto e esperança ao mercado fero
tudo escrito a não ser a calada Romarta
e a falante Valéria papa ao baixo clero
que ensina vida e arte por isso espero
e ela o paradoxo de Tchecov arremata
Laudelino
a ata acaba em "arremata"
e o tema da próxima semana é paradoxo
Joedson Adriano
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Antes de Esquecer
Ata referente ao dia 3 de novembro de 2012.
Ah, tava calor? Tava. Calor-rola-rola-calor... Lorca foi? Nem seu avatar tava. Rá! Sem ventania no litoral, o calor que abundava dava dó. André parecia de outro mundo mais infernal que este bebendo um suposto café quente sem ligar para o calor e muito menos em aparecer entre nós escribas pra começar a reunião sabática. Laudelino não levou nem conto nem lauda e só queria sortear-se como ganhador do tal livro preso pelo O Fio da Palavra. Usou de vis tramoias de lograr êxito neste jogo de azar, onde só ganha a casa. Registro esses atos, pois eu era quem queria me livrar do tal livro. E todas as rezas de informes introdutórios não faziam André Pilintra subir. Já há muito tempo acomodado, li meu conto temático revisto e requentado rechamado de Solidão Acomodada, título adequado ao tema Cômodo da Casa (ou algo parecido). Regina Behar antipatizou. Não gostou do título e de nada. De nada adiantou eu ter advogado em favor do tal e voltou-se, então, tal e qual ao original Tela da Solidão. Como tinha só mais um conto a ser lido, traçamos antes considerações em torno da Srª Morte. Antes dela e após ela, concluiu-se que a Vida não pode ser vivida se não vier a Morte ou coisa parecida. Suênia chegou uma semana de atraso com seu miniconto Vinte e três minutos. Nele ela nos conta sobre uma das maiores questões femininas em divergentes posturas de duas personagens. Seja ela, uma mulher-acadêmica (leia-se malhada em academia de formar músculos) versus mulher-normal. Trama: dilema ético-estético das mulheres: tomar ou não sorvetes. Contos lidos e idos, enquanto seguro por um café André não subia, chegando-se a nós apenas para o concursado sorteio cantado em nomes afinados pela tinta da caneta de Romarta que não escreveu conto, mas escreveu os nomes nos papeizinhos pelas mãos de Laudelino. Presentes na disputa do presente estavam Manuela, André, Suênia, Romarta, Regina Behar, Laudelino, Adriano e Larissa. E no ínterim de escrever nomes e rasgar papeis, votou-se o tema do próximo sábado. Por Suênia ter esquecido que a semana já havia passado, por André ter se esquecido de sair de casa com o dinheiro pra pagar a impressão de seu conto, por esse calor da moléstia queimar nossos miolos... Há, lembrei! Roberto Denser também não se lembrou de sair mais cedo de casa e chegou ao término da reunião. Mas como ele trouxe-nos uma rosa em conto, reabriu-se a reunião já atada pra que ele lesse em um só fôlego a sua A Rosa Adoecida – Parte 3. Adoecida e suicida a tal Rosa só não morreu por causa de uma dedicatória do Van Gogh. E minha dedicatória escrita foi pra Manuela, por ter vencido o sorteio do livro, apesar dos empecilhos de um José. Antes que esqueça, o tema eleito para o próximo sábado é Esquecimento... eu já não tinha dito isso antes?!
Sérgio Janma
terça-feira, 30 de outubro de 2012
AH TÁ BOM
Ata referente ao dia 27 de outubro de 2012
numa noite que deu quórum o quórum que deu
deu no côro com várias versões pra nossa alegria
até no tema e além dele com pornografia
causando um certo incômodo pois ninguém alguém comeu
o que não desvaloriza o esforço de Himeneu
e entre um boquete e outro apareciam luzias
como se do Canadá o vento frio que fazia
entanto a vontade de contar não arrefeceu
mesmo senhoravós e cegas e suicida
ou psicopata mantando freira puta da vida
a despeito da freira não ter vindo pra ver
e deixado livre o vídeo diferente do habitué
mas ao final de fuder a foda se acomodaram
nos cômodos que serão os contos que virão
tá bom
tenho que fazer o do tema do sábado que vem
mas eu não vou pois lembrei que estarei trabalhando
Joedson Adriano
domingo, 21 de outubro de 2012
23 minutos: uma ata de relógio
Ata referente ao dia 20 de outubro de 2012.
Com o clube do conto não há quem troça. E não há quem força. Feito marchinha de carnaval, passeata do Solidaridad, ritual de acasalamento das tribos massai, estamos nem aí, mas o nem-aí fica no shopping plantado em pleno bairro. Fomos apresentados, não há o que discutir: conto e contistas dão as mãos. Este sábado não é exceção (vasto, vasto, vasto mundo, mais fácil é Drummond pedindo a rosa do povo). Vamos ao novo: Então vamos furar! disse um conto, a certa altura, do Betomenezes. Prontamente, pode dizer...
Às 18 horas e pouco ou mais ou menos este horário uma ruma de contistas rumaram para os costados do SS e com certa dificuldade exigiram as tais ditas cadeiras de plástico e assentaram bundas. Norma em bordado, Déa em ponto, Dôra em primazia, Gilmar e Glícia, renovados, Beto e Lau, jograis em cena, Sergio em degrau, Regina em Behar, André e Manuela em banco. O tabuleiro de contos teve algumas casas preenchidas, as jogadas foram ficcionais e os ausentes não foram baixados em download, a conexão estava péssima, menos para os presentes (wi-fi). Foram lidos contos e outros tantos sonhados. Um fato pitoresco foi a distribuição da obra de Maria José Limeira para os presentes. Caixa-surpresa do encontro.
Esta ata faz um pequeno recesso para as notícias futuras. Votação dos temas com direito a segundo turno, acabou, por um nariz, o tema dos 23 minutos, tempo mais que suficiente para que uma ata seja feita com esmero e distinção (não esta, que ainda é candidata a estes cargos).
Por fim, já é tempo de acabá-la. O referido é verdade, etc, etc, etc.
André Ricardo Aguiar
domingo, 14 de outubro de 2012
Ata Quintal Mágico
Ata referente ao dia 13 de outubro de 2012.
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| Em pleno Quintal Mágico. |
É certo que um quintal é um espaço que, conforme o uso, o expande. Mesmo que um grupo como o Clube do Conto, também acostumado a um aperto, consiga variar em tamanho, assim é o espaço de Dora Limeira, senhora da comarca do conto. O encontro foi estabelecido com o tema apropriado ao lugar: quintal. O clima foi de festa de são João sem fogueira, ano-novo sem réveillon, carnaval sem marchinhas. Os fogos de artifício foram os contos. Estiveram presentes as filhas de Dora, Nara e Déa, os contistas da vez Cartaxo, Beto (ipadiano), Suenia, Norma, Joana (rainha do twitter), Laudelino (entre sonolento e engraçadinho) e eu.
De acordo com os trabalhos executados (corte de bolo, preenchimento de copos de café) nos revezamos nas histórias e fofocas. Com a fera da casa, um pastor no cio, tivemos um momento de caracterização genuína do pânico (Beto, melhor representante da categoria). Depois dos contos lidos, optamos, sem muitas oposições, pelo tema Necrofilia. Sim, Clube do Conto engorda, mas não mata. Oremos.
Abraços!
André Aguiar
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