segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Ata dia 28 de Agosto de 2016

PORQUE ERA SÁBADO E FOI DIA DE CLUBE, ESTAMOS AQUI PARA CONTAR

Regina Behar

Imagem retirada da internet

Éramos três, quase fomos quatro, não fosse a traição de Sérgio Jamma que apareceu no café do Shopping Sul, mas não ficou. Ele, Tatiane e a fada Morgana iam visitar um parque encantado! Se a pequena fada já tivesse uma varinha de condão pediria para transformar esse mundo num campo de flores sem maldades e sem temeridades, mas ela ainda vai ser graduada na Confraria das Fadas, Mágicos e Afinse, por hora, só pode realizar o milagre de seu sorriso, que já melhora o mundo um tanto! Então, abandonados, eu e André Ricardo, após tomar expresso e comer bolo, seguimos em busca da mulher do jabuti na casa do outro lado da rua, após um telefonema em que nos convocamos para invadir sua cozinha. Seguindo a deixa de que onde estivessem dois ou três reunidos em nome da literatura, as bênçãos seriam para todos, achamos que seriamos muito melhor em três, junto com nossa amiga Valéria. Um triângulo amoroso em torno da mesa redonda se formou! Papeamos a vida, demos falta dos ausentes, deliramos projetos artísticos e eventos, pedimos as bênçãos das legiões angelicais para o Brasil nesse mês de desgosto iminente, e porque brasileiro tem mesmo muita fé na vida, reafirmamos o propósito de seguir vivendo, escrevendo e nos reunindo quinzenalmente, livremente, democraticamente. Enfim, entramos na ordem do dia e dois contos foram lidos, um escrito por mim, intitulado “Coração Ateu, gentilmente lido por André e o outro, trazido por ele, de autoria Micheliny Verunsck, intitulado “A mulher que engoliu um Pinóquio”. Tiramos a sugestão de tema para o próximo encontro: Encanamento! Boa sugestão de André que a meu ver dialoga com nossos tempos recentes e vindouros. Contrariando o desgosto, terminamos esse encontro alegremente, conspirando uma invasão do Mulherio das Letras em João Pessoa quando a primavera chegar em 2017. Mas isso a gente só conta a quem aparecer no próximo encontro, quinzenal, que assim ficou marcado para 10 de setembro. Assim termino, esperando ter sido fiel aos fatos e ao clima da noite de sábado dessa reunião do itinerante e anárquico Clube do Conto da Paraíba. Saudações literárias e democráticas, porque a gente insiste e não desiste. João Pessoa, 28 de agosto de 2016, Regina Behar.

EM TEMPO: André Ricardo Aguiar, que não revelou a idade, completou mais uma primavera em 24 de agosto, data histórica importante, pois, no já longínquo 24 de agosto de 1954, o Presidente Getúlio Dornellas Vargas saiu da vida para entrar na História, evitando um Golpe de Estado no Brasil. Sugiro que comemoremos a vida de nosso amigo desejando a ele saúde, fortuna, amores, livros e jabutis! Um bolo de aniversário também caía bem né? Vamos soprar uma velinha com André no dia 10 de setembro?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FAZENDO SAMBA E ATA ATÉ MAIS TARDE




                                                                  *Imagem: reprodução internet

Eu e Naldinho fizemos umas visitas e quando menos esperamos, recebemos o convite para integrar o grupo. Não entro para ocupar a cadeira de Dôra Limeira. Ao contrário, entro para encontrar, nômade, com ela num lugar muito especial da vida, o Clube do Conto. Como disse o poeta Antônio Machado, faremos o caminho ao andar. Na casa de Valéria, foram muitos alimentos deliciosos como panetone, bolos, vinho, suco, café e Contos de Natal por Luciana, Valéria, Regina e Norma. Naldinho tocou violão e mostrou novas canções do nosso próximo CD, inclusive uma inspirada no livro ‘A história que dormiu’, de Norma Alves. Depois, Valéria falou sobre o prêmio Jabuti e o processo de escolha. Os Jabutis vieram para a festa, desfilaram pelo terraço e posaram para fotos.  Eis a ata, com os sinceros agradecimentos pela doce acolhida de Norma Alves, Valéria Rezende, Regina Behar, Sergio James, Romarta Ferreira, Suênia Amani, Suênia Souza, Luciana Silveira, Tatiane Almeida, Vivi Rezende (que saiu cedo), André Ricardo (Andrezinho, que sumiu e foi encontrado tomando café na cozinha), Naldinho Braga e eu, Nara Limeira Santos. O encontro foi permeado pelos fados de Isabel. Viver isso com vocês em 26/12/2015 nos fez perceber que é Natal, sim.   Nada mais havendo a tratar, eu, Nara Limeira Santos e Naldinho Braga lavramos esta ata, consignando ainda que, nesta noite, Valéria ficou sem fumar. 

Nara Limeira

sábado, 19 de setembro de 2015

Ata 12 de Setembro de 2015

Escrevendo a ata


Por Mônica Nóbrega




É melhor fazer logo. Se ficar deixando para depois, vou acabar me agoniando mais. Vixe, como eu começo? Colocar a data e sair falando o que aconteceu numa letra legível. É, fica bem objetivo e simples. 

No dia 12 de setembro de 2015, reuniu-se o Clube do Conto na Toka do Pastel...

Eita, será que é bom colocar a hora? Acho que é.  Começar começou às 18h23, mas ninguém coloca esse tipo de hora. Botar uma hora fechadinha. 

...na Toka do Pastel às 18h20. 

Pronto. Falar agora dos presentes. Eu considero a ordem de chegada? Melhor não. Lembro nem a pau direito disso. 

Estavam presentes: Norma Alves, Raoni Xavier, Valéria Rezende, Regina Behar, Sandro Reton...

Oxe, tá escrito aqui “Retondatário”, mas acho que não é isso, não. Tinha visto hoje mais cedo no facebook. Ah, pronto. Retondário. Obrigada, internet. O que eram das atas antes de você? 

Devia ser foda, imagina a pessoa participar de um momento histórico e ter seu nome escrito errado na ata? E se outra pessoa se chamasse como o nome errado? Para história, sempre quem teria participado seria aquela outra... Enfim, retomando.

... Sandro Retondário, Joedson Adriano, João Matias, Romarta Ferreira, Tamires Ramalho  e André Ricardo. Inicialmente, foram lidos os contos que tinham ligação com o tema escolhido na reunião anterior – cadáver - e depois os de temas diversos. Valéria começou a leitura com “Cadáver” e “Laudo”, seguida por Joedson com “Cadáver adiado que procria”, Mônica...

Eita, esqueci de constar a minha participação. Pronto, aí pense num erro histórico. Dar uma impressadinha lá no fim.

... André Ricardo e Mônica Nóbrega.

Dei uma comida no “inicialmente”, mas dá para entender. 

...Mônica com “Passado”, Norma com “Festa das traças”, Roberto com “O homem bom” e André com “Favela futebol clube”. Após, passou-se a discutir a questão do horário das reuniões. Algumas pessoas apoiavam uma mudança, em razão do sábado ser um dia em que, geralmente, as pessoas saem à noite. Assim, para esse grupo, ficaria melhor as reuniões começarem mais cedo para, consequentemente, terminarem mais cedo. Em seguida foi feito um breve debate sobre a melhor hora, sendo decidido pela maioria  às 17h. Dessa forma, ficou decidido que a próxima reunião seria no dia 26 de setembro às 17h. Depois, discutiu-se o tema do encontro posterior. A votação de primeiro turno ficou da seguinte forma:

- Alvorada: 02 votos.
- Conversa fiada: 01 voto. 
- Incêndio: 01 voto. 
- Pastel: 01 voto. 
- Imigrante: 05 votos.
- Chaveiro: 01 voto. 
- Quem está on, poste aqui : 01 voto.
- Quem instalou um poste aqui?: 04 votos. 
- Surdo mudo: 03 votos.
- TPM: 01 voto. 

Os finalistas foram: ” Imigrante” e “Quem instalou um poste aqui?”. Após o segundo turno, o tema definido foi: “ Quem instalou um poste aqui?”. Nada mais a tratar, encerro a presente ata. 

Será que devia fazer de outra forma? Melhor não pensar muito. Deixar assim mesmo. Foi. 


quinta-feira, 9 de julho de 2015



Ata

                                                         *Créditos na imagem/Reprodução Internet

"Nas duas dimensões da imagem, Escher nos apresenta mais do que três dimensões. Ele nos obriga a não descansar os olhos, como se não conseguíssemos ver o quadro que, no entanto, vemos. Suas escadas (...) estabelecem a comunicação entre campos ficcionais". (BERNADO GUSTAVO, Niterói, 2010, pág. 88).


       3 de Julho de 2015
          Assim como a reunião passada, esta também aconteceu na casa de Valéria Rezende. Dos presentes: Norma, Romarta, Valéria, Beto, André, Larissa, Adriano e Débora (participando pela primeira vez). Beto deu início fazendo algumas sugestões, dentre elas que os integrantes sempre levassem um conto interessante para compartilhar no grupo, mesmo que não fosse seu (podendo ser de um amigo ou de um autor de interesse). Isso daria mais corpo e conteúdo as discussões, podendo contar com a participação de todos. Dessa maneira, quem não produzisse em determinada semana não deixaria de ir ao encontro, seja por vergonha ou por achar que só deve ir se tiver um conto autoral.
              Na sequência, Norma apresentou seu microconto "Embaraço", deixando todos bem borrados, deitados em um colchão de manhã, sonho e noite. Depois de passarmos da noite preta para a realidade branca de Norma, ouvimos a leitura feita por André de "Prezada Carmem" de Débora, que rendeu boas discussões sobre contos escritos apenas com vírgulas, caixa alta, e repetições. Além disso, Beto levou um trecho do seu livro "Julho é um bom mês pra morrer".

         Ao final, votamos em um novo tema para o próximo encontro: Metaficção (sugestão de Débora), ou seja, a ficção que fala da ficção ou que contém outra ficção. Decidimos também que a próxima reunião será no lançamento de "Julho..." * de Beto, próximo sábado (11/07), às 17h, no Café Empório, deixando as apresentações dos contos metaficcionais para o encontro seguinte.
                                                                                                                                                 Débora Gil

* A entrada para o evento é gratuita e o livro estará à venda por R$ 38,00. Saiba mais sobre o livro e o autor em: http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=339

domingo, 21 de junho de 2015

E se descolorir

Ata


Sábado, 20 de Junho de 2015.

Mais uma reunião do Clube aconteceu na casa de Valéria Rezende.  Estavam presentes, Regina Behar, Norma Alves, Carlos Cartaxo, André Ricardo e Romarta Ferreira que trouxe uma visita: Roberta Crispim, ganhadora do livro “Contos de Sábado” em uma brincadeira criada na fan page do Clube.  Roberta se sentiu em casa, afinal, já conhecia alguns contistas da época em que ela frequentava as reuniões do clube, nas tardes de sábado na Praça da Paz, por volta de 2009.

Valéria deu início às leituras com o crítico que sonhava ser escritor. Em seguida, Carlos apresentou-nos a menina que se recusava a tomar remédios. Romarta surpreendeu a todos com um final debochado de seu pequeno conto. André, que a princípio disse que não ia mais escrever contos, decidiu de última hora puxar da internet um texto que, segundo ele, já lera no clube várias vezes.  E como Regina não levou nenhum conto, as leituras foram encerradas com o comigo-ninguém-pode trazido por Norma.

A reunião terminou animada! Com bolo, refrigerante e salgadinhos para comemorar o aniversário de Regina Behar.  Enquanto o bolo era partido, a moda dos livros de colorir virou ponto de conversa e Valéria sugeriu fazer um livro de descolorir. Se vai vender ou não, não se faz ideia, porém o assunto inspirou André a indicar o tema dos contos do próximo sábado: “contos para colorir”.

Roberta Crispim


quinta-feira, 10 de abril de 2014

dançATA

Ata referente ao dia 5 de abril de 2014.


Resolvi tirar O Clube do Conto pra dançar. Saí procurando os contos. Eu tinha levado um morto, que mal ficava em pé. E que também não queria deixar seu belo anjo sozinho. Olhei para a menina de Joedson - que a mulher dele não saiba!-; a menina só gostava de mordida de morcego e só dançava na cama. Sandro levou um conto pela metade que, envergonhado, escondeu-se na mochila. As duas Suênias... Uma foi procurar inspiração lá no Cineport; a outra no açaí. Lembrei-me de Regina, mas esta tinha ido ao Sabadinho e só levou os calos. Ah! Ainda tinha Sérgio que aos goles no seu caldo de cana, só dançava com a língua. Quando ia voltando pra casa, apareceu aquele conto escondido, suando em bicas, todo molhado – de suor é claro! – e me perguntou: “ Aceita uma contradança”?

Norma Alves

domingo, 30 de março de 2014

ATARADO

Ata referente ao dia 29 de março de 2014.

registro da reunião.

e mais uma vez pornografia por causa
de Betomenezes e seu crentinismo
entanto ficou só em erotismo
o próximo tema que poremos asas

pois amenizaram o polêmico sismo
se vale ainda ou não mandar brasa
no papel com todas as letronas rasas
do sexo ou usar só higiênico lirismo

ademais deu foi gente mas não no fuleco
e sim no bom sentido que por falta de texto
só cito os que contaram Joedson atirou seco

e André choveu no chavão do soneto
mas também do sábado anterior um eco
proseou um fecho ou foi apenas feto?

Joedson Adriano

quarta-feira, 5 de março de 2014

Matéria sobre os 10 anos do Clube

Matéria do Jornal da Paraíba sobre os 10 anos do nosso Clube do Conto.

Clique para ampliar.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ata da responsabilidade

Ata referente ao dia 8 de fevereiro de 2014.
Registro fotográfico da reunião.
Isabel estava impaciente com a ausência dos membros do Clube. Valéria explicava que há 10 anos as coisas são assim, que os membros são boêmios e pouco preocupados com horários. Sandro chegou sugerindo que 2014 fosse Ano de Portugal no Clube do Conto e acha que dá livro. André Ricardo veio logo em seguida concordando que Portugal dá livro, sim, mas esse não seria o primeiro. A Bagagem Lírica de André é prova. Vivi(ana, que fiquei claro!) trouxe Luciana e sentou-se conosco. Regina foi quem acendeu a fogueira primitiva. Fez-se fogo e a fumaça atraiu os outros contistas. Sérgio, uma Suênia, Romarta, Norma, mais uma Suênia e sua pequena Sofia. Cartaxo trouxe begônias, cravos e rosas.

Decidimos que a partir de agora cada membro do Clube se torna eternamente responsável pelas ideias que dá. Daqui a duas semanas Sandro começará o programa de dissecação de Contos escritos por não participantes do Clube. Valéria organizará um sarau luso do qual, com sorte, sairemos todos vivos e não apenas um de nós. O Cágado terá que esperar passar a comemoração de 10 anos, que deve acontecer no dia 14/06. Na próxima reunião não haverá ninguém, pois o tema é "mundo sem gente".

Bonifácio Segundo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ilusão de ata

Ata referente ao dia 18 de janeiro de 2013.


Uma ata pode ser uma ilusão de ótica. pode estar aqui ou não. Como pode ser também aquele exercício temeroso que o sedentário vai tentar. Pode ser também uma falta de assunto, tema muito caro ontem, ou visitas inesperadas. Uma ata pode ser a memória dos que não foram. Ou a presença dos que já estavam por lá. Uma ata pode ser engolida, pode render fuzuês e quiproquós. Uma ata pode ser meramente um registro carimbado, aqui estivemos, e o referido é verdade e dou fé.

Reuniram-se na Toka do Pastel os mambembes do clube do conto, que é misto de circo e folia. Sérgio, Sandro, Bonifácio, Joedson, Valéria, Romarta, Suênia I e II, Norma, Valéria e as convidadas Alessandra e Tatiana. (Se faltar alguém, identifique-se e perdoe a falha memória de quem faz a ata...) Discutimos, além da leitura dos contos, a participação do Clube na Flicabedelo, em março, e inauguramos o novo local, com banner e tudo. Foram lidos contos fora do tema, e sem papel, com as tecnologias à mão. 

O tema escolhido para a próxima semana é "Morreu na praia", mas outros temas foram bem recebidos, como quiproquó - não lembro dos outros...

E assim, quem quiser que conte outra...

André Ricardo Aguiar

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ata finada

Ata referente ao dia 2 de novembro de 2013.


Sábado dos mortos (02.11.203), estávamos, os vivos do Clube, reunidos na Toka. Os tais eram Val, as duas Suênias, Norma, Beto, Regina, Luciana, Sandro e sua companheira de namoro e revisão de seus textos, da qual o nome ficará omisso nesta ata por não o terem escrito em papel. O tema demônios não assustou nem aos mortos no seu dia. Leu-nos um conto medieval, Val, em fonte tamanho 24 do seu tablete. Beto demorou, mas baixou na roda os demônios em dois textos, extraídos do seu novo romance em produção. Sandro, curto e grosso, exorcizou o seu demônio na forma da matemática (má temática, hehehehe). Eu, que entre Anjos e Demônios, escolho o forró de Gonzagão, fugi do tema, indo pra um mais safadinho ao narrar uma suruba de dois.

Tiveram mais contos? Não dá pra lembrar. Meu corpo até que o álcool tem conservado, mas com a memória tem sido cruel. Sábado é dia de eu ir ao encontro da minha experiência etílica. E hoje, segunda-feira, passado tanto tampo de sábado, em férias e com minha filha pequena aqui pra eu lhe dar atenção, não consigo puxar mais da minha tão exigida cabeça pra detalhar esta ata.

Vale salientar que, além do registro em fotos do momento pastel do nosso Clube, estava desfraldado na entrada o banners (ou seria estandarte?) do Clube do Conto.

E quem quiser dizer o que aqui não foi dito, fique a vontade pra completar.

PS: Só esqueci de informar na ata que o tema (sugerido por um acaso) mais votado para a próxima reunião é "pitaco".

Sérgio Janma

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ata medonha

Ata referente ao dia 26 de outubro de 2013.

Sendo entre os convidados o menos nobre, restou-me apenas ser o mais pontual. Eu, Bonifacio II, Conde de Nihil, senhor de Nemo, cheguei aos exatos 30 minutos das 17 horas. Instantes depois fez-se presente a Rainha Behar, soberana de Parahyba e Philipéia, majestosa companhia. De seu castelo luso veio a grã-duquesa Isabel, acompanhada apenas por uma de suas servas: Valéria, aquela que, abandonada pela sanidade, desatou a colecionar Jabutis.

Rememoramos os dias ancestrais, quando socos e bofetadas eram distribuídos a todos os merecedores e lamentamos a camaradagem contemporânea que torna tão populares as luvas de pelica. A mando de sua senhora, Valéria leu um dos seus magistrais escritos, dos tempos em que ainda tinha juízo. Durante meu discurso uma entidade maligna juntou-se a nós. Tudo ao redor silenciou e escureceu. Protegidos pelos talismãs, nenhum mal caiu sobre nossas cabeças. Porém, antes de partir, a criatura medonha anunciou que retornaria e, da próxima vez, acompanhada, definindo assim o tema da semana que vem: Demônios.

Bonifacio Segundo

domingo, 29 de setembro de 2013

Ah, tá!

Ata referente ao dia 28 de Setembro de 2013.

Voltei ao Clube, havia um tempo que eu não dava as caras. A reunião foi curta, quase não acontecia. Eu e André Ricardo, antes de a gente chegar lá, conversamos sobre nossa história no Clube. Ano que vem o grupo fará dez anos, e é inevitável esses momentos de lembranças. Após uma tigela de açaí e outra de cupuaçu, fomos nos encontrar, lá no café do primeiro andar, com Regina Behar e sua amiga, a senhorita Susan Bello. Como, com dois ou três reunidos, teremos sempre reunião, subimos ao nosso esconderijo, nos fundos silenciosos do Shopping Sul. Ciganos sempre, no momento estamos aqui. As moças sentaram em um banco roubado, eu e André, que ainda achamos que podemos espichar, permanecemos em pé. Norma chegou e completou o último vazio do banco. Dezoito horas e cinco minutos, pontualmente, nossa reunião começou. Puxei uma crônica trasvestida de conto sobre tanajura, velha porém nova nessa roda de leitura. André leu uma crônica sobre o café, um punhado de pó, de grãos que se pode cheirar, lamber e mascar. Norma apresentou Nero numa apresentação bem apresentada. Então, olha que legal!, três contos e cinco participantes, alto índice per capita; e a gente pensava que nem ia ter reunião. Três temas propostos pra semana que vem: cuspe, autoritarismo, canção. Ganhou canção, apesar de protesto da oposição. Conspiramos sobre os próximos passos para o Clube do Conto dominar o mundo, as decisões ficaram para a semana que vem, ou pra outra, ou pra outra. Não quero entregar assim, de bandeja, os segredos, mas protelar talvez seja o segredo de nossa tão longa existência. Semana que vem também discutiremos se é isso mesmo. 

Roberto Menezes

Algumas fotos ilustrando a reunião.

André e Roberto

Regina, Norma e Susan

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Seis de abril de dois mil e treze

Ata referente ao dia 6 de abril de 2013.

Chegamos mais ou menos ao mesmo tempo, eu e Valéria no café e Carlos Cartaxo, o mais pontualmente britânico, no terraço. Cartaxo desceu para, gentilmente, como bom cavalheiro, nos fazer companhia. Terminada a pausa do cafezinho, subimos, esperamos um tanto e, intuindo ausências não justificadas, começamos a sessão ordinária (no sentido formal do termo) às 18:00, maldizendo os ausentes. Para não variar os temas e manter a rotina, falamos mal dos faltosos, reclamamos do horário flutuante que nos estimula as despresenças porque sábado é dia de compromissos noturnos frequentes e nos prometemos exigir do coletivo, pela enésima vez, que comecemos às 18:00 horas, mas duvido que funcione. Essa enrolação toda é porque tivemos poucos contos para relatar, na verdade fomos salvos pelo bravo Cartaxo que leu uma comovente história, de sua autoria, intitulada "Lau", que Lau perdeu de ouvir porque não estava lá. No meio da leitura chegou uma contista atrasada, Suenia Sousa (correto Cartaxo?) carregando pela mão a bela miniatura de si mesma, chamada Sofia. Terminada a leitura do conto, conversamos umas poucas potocas, depois Cartaxo nos contou peripécias de sua defesa de tese, provocamos Sofia para dar nome ao cachorro de estimação que apertava embaixo do braço e que se não fosse de pelúcia tinha morrido sufocado e votamos no tema para sábado que, em homenagem à infância, será cachorro. Nada mais havendo a relatar, eu, Regina Behar,vou encerrando por aqui, esperando encontra-los no próximo sábado, às 18:00 horas, pontualmente, no Shopping Sul.

Regina Behar

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dois de fevereiro de dois mil e treze


Ata referente ao dia 2 de fevereiro de 2013.

Sábado passado, 2 de fev, tivemos reunião, estiveram presentes Joedson, Laudelino, Sérgio, Gilmar, Suenia, Regina, Roberto Menezes, Roberto Denser, André e Manuela (faltou mais alguém?). A produção de contos no início do ano começa meio devagar, apenas Roberto Menezes e Joedson levaram textos, os demais só escutaram. Os presentes ainda tiveram o prazer de ver um fato inusitado, uma demonstração de apertos de mão proferidos com muita força. Próximo sábado, dia 9, não tem reunião, tem carnaval. Sendo assim, o próximo encontro é no dia 16 de fev, o tema é carnaval, trec-trec, mela-mela, frevo etc.

Quem tiver algum adendo pra essa mini-ata, pode comentar.

Laudelino

domingo, 25 de novembro de 2012

Modo de apanhar contistas à mão


Ata referente ao dia 24 de novembro de 2012.

E lá vão eles, em formato de livro
dizer que são livres – e são.
Como Sansão indo ao cabeleireiro.
Como Tristão dizendo: me larga Isolda!
Como João, não o Guimarães, mas qualquer João.
O leitor, ah o leitor!
Assim foi o sábado, dia do Senhor
(mpb de um lado, na praça, procissão à véspera
Do barulho, na rua). 
Entre uma coisa e outra,
Deus há-de. O Sertão são os contos, os causos,
O redemoinho. 
Contistas à mão cheia.
Como o canto da sereia, só que no seco.
No piso do shopping em vão. Todos de esguelha.
Pé de conto nasce a todo instante. Colher é que são elas.
O tema é orelha.

André Ricardo Aguiar

domingo, 11 de novembro de 2012

FALTA DE UM ATA DE OUTRO


Ata referente ao dia 10 de novembro de 2012.

os sonhos são vida e a vida imprecisa
carece de arte e assim contamos
Sérgio arrombando um cofre desumano
humanamente prosaico e prolixo se analisa
Norma arrombando um cofre humano
desumanamente poética e precisa não alisa
Gabryelle preciso me concentrar na missa
e acho um coração partido no fim do ano
Eu de mendigo à média à monarca quero
ser coroado como Calderón de La barca
Gilmar nordestinado a não impresso lasca
protesto e esperança ao mercado fero
tudo escrito a não ser a calada Romarta
e a falante Valéria papa ao baixo clero
que ensina vida e arte por isso espero
e ela o paradoxo de Tchecov arremata  

Laudelino
a ata acaba em "arremata"
e o tema da próxima semana é paradoxo

Joedson Adriano

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Antes de Esquecer

Ata referente ao dia 3 de novembro de 2012.


Ah, tava calor? Tava. Calor-rola-rola-calor... Lorca foi? Nem seu avatar tava. Rá! Sem ventania no litoral, o calor que abundava dava dó. André parecia de outro mundo mais infernal que este bebendo um suposto café quente sem ligar para o calor e muito menos em aparecer entre nós escribas pra começar a reunião sabática. Laudelino não levou nem conto nem lauda e só queria sortear-se como ganhador do tal livro preso pelo O Fio da Palavra. Usou de vis tramoias de lograr êxito neste jogo de azar, onde só ganha a casa. Registro esses atos, pois eu era quem queria me livrar do tal livro. E todas as rezas de informes introdutórios não faziam André Pilintra subir. Já há muito tempo acomodado, li meu conto temático revisto e requentado rechamado de Solidão Acomodada, título adequado ao tema Cômodo da Casa (ou algo parecido). Regina Behar antipatizou. Não gostou do título e de nada. De nada adiantou eu ter advogado em favor do tal e voltou-se, então, tal e qual ao original Tela da Solidão. Como tinha só mais um conto a ser lido, traçamos antes considerações em torno da Srª Morte. Antes dela e após ela, concluiu-se que a Vida não pode ser vivida se não vier a Morte ou coisa parecida. Suênia chegou uma semana de atraso com seu miniconto Vinte e três minutos. Nele ela nos conta sobre uma das maiores questões femininas em divergentes posturas de duas personagens. Seja ela, uma mulher-acadêmica (leia-se malhada em academia de formar músculos) versus mulher-normal. Trama: dilema ético-estético das mulheres: tomar ou não sorvetes. Contos lidos e idos, enquanto seguro por um café André não subia, chegando-se a nós apenas para o concursado sorteio cantado em nomes afinados pela tinta da caneta de Romarta que não escreveu conto, mas escreveu os nomes nos papeizinhos pelas mãos de Laudelino. Presentes na disputa do presente estavam Manuela, André, Suênia, Romarta, Regina Behar, Laudelino, Adriano e Larissa. E no ínterim de escrever nomes e rasgar papeis, votou-se o tema do próximo sábado. Por Suênia ter esquecido que a semana já havia passado, por André ter se esquecido de sair de casa com o dinheiro pra pagar a impressão de seu conto, por esse calor da moléstia queimar nossos miolos... Há, lembrei! Roberto Denser também não se lembrou de sair mais cedo de casa e chegou ao término da reunião. Mas como ele trouxe-nos uma rosa em conto, reabriu-se a reunião já atada pra que ele lesse em um só fôlego a sua A Rosa Adoecida – Parte 3. Adoecida e suicida a tal Rosa só não morreu por causa de uma dedicatória do Van Gogh. E minha dedicatória escrita foi pra Manuela, por ter vencido o sorteio do livro, apesar dos empecilhos de um José. Antes que esqueça, o tema eleito para o próximo sábado é Esquecimento... eu já não tinha dito isso antes?!

Sérgio Janma

terça-feira, 30 de outubro de 2012

AH TÁ BOM


Ata referente ao dia 27 de outubro de 2012

numa noite que deu quórum o quórum que deu
deu no côro com várias versões pra nossa alegria
até no tema e além dele com pornografia
causando um certo incômodo pois ninguém alguém comeu
o que não desvaloriza o esforço de Himeneu
e entre um boquete e outro apareciam luzias
como se do Canadá o vento frio que fazia
entanto a vontade de contar não arrefeceu
mesmo senhoravós e cegas e suicida
ou psicopata mantando freira puta da vida
a despeito da freira não ter vindo pra ver
e deixado livre o vídeo diferente do habitué
mas ao final de fuder a foda se acomodaram
nos cômodos que serão os contos que virão

tá bom
tenho que fazer o do tema do sábado que vem
mas eu não vou pois lembrei que estarei trabalhando

Joedson Adriano

domingo, 21 de outubro de 2012

23 minutos: uma ata de relógio


Ata referente ao dia 20 de outubro de 2012.


Com o clube do conto não há quem troça. E não há quem força. Feito marchinha de carnaval, passeata do Solidaridad, ritual de acasalamento das tribos massai, estamos nem aí, mas o nem-aí fica no shopping plantado em pleno bairro. Fomos apresentados, não há o que discutir: conto e contistas dão as mãos. Este sábado não é exceção (vasto, vasto, vasto mundo, mais fácil é Drummond pedindo a rosa do povo). Vamos ao novo: Então vamos furar! disse um conto, a certa altura, do Betomenezes. Prontamente, pode dizer...

Às 18 horas e pouco ou mais ou menos este horário uma ruma de contistas rumaram para os costados do SS e com certa dificuldade exigiram as tais ditas cadeiras de plástico e assentaram bundas. Norma em bordado, Déa em ponto, Dôra em primazia, Gilmar e Glícia, renovados, Beto e Lau, jograis em cena, Sergio em degrau, Regina em Behar, André e Manuela em banco. O tabuleiro de contos teve algumas casas preenchidas, as jogadas foram ficcionais e os ausentes não foram baixados em download, a conexão estava péssima, menos para os presentes (wi-fi). Foram lidos contos e outros tantos sonhados. Um fato pitoresco foi a distribuição da obra de Maria José Limeira para os presentes. Caixa-surpresa do encontro. 

Esta ata faz um pequeno recesso para as notícias futuras. Votação dos temas com direito a segundo turno, acabou, por um nariz, o tema dos 23 minutos, tempo mais que suficiente para que uma ata seja feita com esmero e distinção (não esta, que ainda é candidata a estes cargos).

Por fim, já é tempo de acabá-la. O referido é verdade, etc, etc, etc.

André Ricardo Aguiar