sexta-feira, 7 de abril de 2006

Clube do Conto

Clube do Conto História do Clube - 5º capítulo
QUINTO CAPÍTULO - Um tema difícil

Huuummmm... Escatologia! Que tema imundo. A turma sapateou em cima de catarro, vômito, merda, sangue se derramando, borbulhando, saindo de jugular afora. Eu preferiria não citar nomes, mas não posso deixar de citar Regina, se revelando, já bem integrada ao grupo, falando de sebozeiras, assim desenvolta, sem a menor cerimônia. Se eu não me engano Rona falou de mosca em defunto. O bicho é seboso, quando quer ser. E ainda fala de mim.

Mas, vamos ao que interessa: Eu levei o objeto de cena, desfilei com ele de shopping adentro até chegar à mesa do cafezinho, onde já estavam reunidos Barreto, Zezé Limeira, André, acho que Simone Maldonado, Regina Behar, Valéria se eu não me engano. Ah, Dira também estava, e registrou tudo com sua máquina indiscreta. Ronaldo Monte também chegou junto. Me desculpem os que foram esquecidos, sinto muito. Faz parte.

O objeto de cena era um imenso penico de alumínio com um bolo inglês dentro (massa pronta). O bolo estava desarrumado, todo troncho, com uma cobertura marrom escura de chocolate, gosmenta, desarranjada. Misturados àquela cobertura gosmenta, havia pedaços de papel higiênico, sujos de chocolate. Parecia que alguém com diarréia braba tinha usado o penico, tinha se limpado e jogado o papel lá dentro. E assim, inspirados nesse cenário, íamos lendo nossos contos. Tinha gente que se contorcia de tanto rir. Como ainda estávamos usando o espaço do cafezinho, os passantes olhavam, detinham-se um pouco e nada entendiam. As paquerinhas de André que passavam por ali devem ter ficado horrorizadas. Vale ressaltar que, à época, Veruska ainda não tinha pintado no pedaço.

Ao término das leituras dos contos escatológicos, foi a hora do lanche. Todos comeram da sebozeira que estava dentro do penico. Aliás, uma delícia. Só quem não comeu foi Barreto. "Quero comer essa porcaria, não!!!", dizia ele. Mas, que cabra besta.

Parece que foi nesse dia que Assis Almeida nos deu a notícia de que teríamos o espaço por trás da livraria à disposição pros nossos encontros. Cadeiras e mesas estariam disponibilizadas por cortesia da Associação dos Lojistas do shopping. Assim, no sábado seguinte, ocupamos o novo espaço, com faixa fixada na parede e tudo. E se chovesse?

Muito obrigada, Laudelino, por ter se manifestado a favor da continuidade dessa história verídica, científica, factual. Com alguns respingos de ficção.

Dora Limeira

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